Santa Casa de Pelotas é a pioneira no Teste da Orelhinha


A Santa Casa de Misericórdia de Pelotas é o primeiro hospital da Zona Sul a contar com o chamado Teste da Orelhinha. Considerado por especialistas como um dos métodos mais modernos para o diagnóstico de problemas de surdez em bebês, o exame é realizado em todos os recém-nascidos da instituição de saúde e supervisionados por uma equipe de fonoaudiólogas. Por mês, estima-se que cerca de 200 crianças serão beneficiadas pela triagem auditiva.

Lançado durante as comemorações dos 160 anos da Santa Casa, o Teste da Orelhinha, conhecido tecnicamente por exame de emissões otoacústicas evocadas, deve ser realizado, segundo pediatras e obstetras, antes da alta médica. No hospital, desde o início da semana, mais de 20 bebês foram submetidos ao diagnóstico, oferecido tanto a conveniados e particulares como para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Conforme o geneticista Gilberto Garcias, cerca de 30 surdos nascem, por ano, em Pelotas. Número considerado alto por ele, mas normal para os padrões brasileiros.

“É uma sala de aula cheia de surdos a cada ano em Pelotas”, compara.

Para a pediatra da Santa Casa, Maria Amália Saavedra, os dados apontados por Garcias reforçam ainda mais a importância do exame. Ela diz que os problemas de surdez geralmente são percebidos pelos pais quando a criança tem entre três e quatro anos de idade. Dificuldades na fala e a falta de concentração são os sinais mais evidentes da deficiência nesta fase.

“Quando a surdez não é total, muitos pais só vão se dar conta do problema na escola, onde a criança apresenta dificuldades de aprendizado e problemas de relacionamento com os colegas”, lembra a pediatra.

Responsáveis pelo Teste da Orelhinha na Santa Casa, as fonoaudiólogas Eliana Rodrigues de Faria e Luise Marques da Rocha, ambas do Serviço de Fonoaudiologia de Pelotas, vão além. Dizem que as crianças com problemas auditivos podem ser diagnosticadas erroneamente como deficientes mentais emocionalmente perturbadas, hiperativas ou afásicas.

“Por isso, é fundamental que os bebês saiam do hospital devidamente examinados, já que a identificação de alterações auditivas periféricas e centrais no primeiro ano de vida possibilita a intervenção ainda no período crítico de desenvolvimento da criança, prevenindo futuras alterações”, alerta Eliana.

O teste

Ao contrário do que muitos possam imaginar, o Teste da Orelhinha dura sete minutos, em média, e não causa dor ou incômodo ao bebê. Sem a necessidade de métodos invasivos, o exame é realizado com a ajuda de uma sonda, que é colocada na entrada do ouvido do recém-nascido e emite freqüências até o centro da audição.

O aparelho, denominado Emissor Otoacústico, é gerenciado por um software instalado num laptop. O programa de alta tecnologia gera uma seqüência de gráficos, cujas curvas são interpretadas pela equipe de fonoaudiólogas. Caso seja detectada a perda auditiva do bebê, os pais, além de serem orientados pelos profissionais, recebem ainda auxílio na escolha do aparelho auditivo. O próximo passo é encaminhar a criança à intervenção fonoaudiológica, que precisa ser iniciada até os seis meses de vida.

Felicidade em família

O pequeno Arthur Piccini Roll foi o primeiro bebê nascido na Santa Casa a passar pelo Teste da Orelhinha. Pesando pouco mais de três quilos e com 47 centímetros de altura, ele foi a sensação da Maternidade e motivo de alegria para os seus pais, Victor Fernando e Aline Piccini Roll, e avós.

Arthur nasceu no sábado, dia 16, às 14h19min. Dois dias depois, foi levado pela pediatra Maria Amália Saavedra à sala reservada para o exame, concluído em pouco mais de cinco minutos. O resultado negativo para surdez agradou aos pais e à obstetra Gisele Nunes Vieira, responsável pelo parto.

“O Teste da Orelhinha deve ser recomendado pelos obstetras durante o pré-natal. Ele é preventivo e evita uma série de transtornos futuros para a criança e sua família”, defende a médica.

O primeiro dia de exames foi acompanhado pelo prefeito Adolfo Fetter Júnior, que fez uma visita especial em homenagem aos 160 anos de fundação da Santa Casa. (JORB ASSESSORIA).


         Arthur                 Família Roll          Drª Maria Amália
 

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